
Quando alguém te diz “a torneira está sem água”, você sabe que vai ter dor de cabeça. O bom de morar em sítio é não precisar ligar para uma companhia resolver esse tipo de BO. O ruim é que você mesmo tem que fazer isso
Não é a caixa d’água, tudo certo com os registros, ah, a roçadeira estourou o cano aqui. Pensei que estava mais fundo. Coisa fácil de arrumar, não fossem as abelhas.
Sim, porque o camo estourou numa caixa de passagem onde um bando se abelha apis achou de bom tom fazer sua colmeia.
O primeiro impulso foi jogar veneno, e até corri na loja comprar uma latinha (eu também achei que o ninho era menor). Não conseguia pensar em uma alternativa para arrumar aquele cano rápido.
Na real, fiquei com dó das abelhas (e matar abelhas é crime, e COMO VOCÊ PODE CHAMAR SEU ESPAÇO DE SUSTENTÁVEL SE VOCÊ VAI FAZER UMA COISA DESSAS?)
Ufa. Vamos tentar resolver sem matar. Até cheguei a pedir uma roupa apropriada para isso, mas até a Ju me responder, veio a alternativa: lembrei da minha roupa de chuva dos tempos de motoca. Muito bom, elástico e velcro nos punhos, pescoço e perna. Muito ruim, quente pra dedéu. (E eu me senti brincando de astronauta, movimentos lentos e capacete fechado).
Objetivo cumprido, água restaurada, zero picadas, total de 1 abelha falecida (a que ficou embaixo da tampa de concreto – não se pode ganhar todas.)
Juliana me perguntou se vou mover essa colmeia daí, e não é que a ideia é boa? Preciso juntar mais informações.
Dia seguinte me peguei pensando por que meu primeiro impulso foi usar veneno? Será que é a cultura? Acho que foi simplesmente falta de repertório.
A solução mais ecológica era também a mais simples. Acho que esse é o caso, muitas vezes. Mas nos falta repertório. Um repertório de soluções práticas, simples, sustentáveis, que perdemos em algum momento da colonização/modernização e precisamos recuperar, ou redescobrir.

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